Objetivos do estudo
Evangelho de Mateus
Compreender a Bíblia no contexto original judaico.
Capítulo 5 - As bem-aventuranças
Entendimento - Verso 1 ao 19· Fernando rabello
O capítulo cinco de Mateus inicia-se com diversas instruções e uma nova interpretação da Lei e os grandes mandamentos do amor à Deus e ao próximo. Esses ensinos representam a interiorização e o aprofundamento da Palavra de Deus em nosso coração. Jesus nos apresenta a forma que devemos nos portar e agir nesse mundo afim de glorificar à Deus, sendo sal e luz para o mundo.
Paralelos da Bíblia
Se abrirmos a Bíblia em Êxodo 20, teremos instruções dadas da parte de Deus a Moisés, seu servo. Toda narrativa do Êxodo, se comparada à leitura de Mateus, revela diversos paralelos: a matança dos bebês, a vida no Egito, as Leis em tábuas, os 40 anos no deserto, as festas bíblicas, enfim… Toda narrativa aponta para o Messias. Deuteronômio 18 fala de um servo que seria igual a Moisés e que sairia do próprio povo. Assim como Moisés ditou as Leis que estavam em tábuas, Jesus iniciou um novo ciclo na história humana. Ele trouxe instruções que dão vida e renovou o sentido da relação do povo com Deus. O sermão do monte tem o mesmo propósito de quando Moisés recebeu as Leis de Deus no monte Sinai e as entregou ao povo de Deus.
Entendendo algumas palavras:
Felizes os pobres no espírito, por que deles é o Reino dos Céus.
Felizes os mansos porque herdarão a terra.
Felizes os aflitos, porque serão consolados.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros no coração, porque verão a Deus.
Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Felizes, ou bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Mt 5:11.
Somos o sal da terra e luz para o mundo:
O sal, um componente natural da terra, tem um papel crucial na culinária. Em termos gastronômicos, o sal é o ingrediente que pode transformar completamente o sabor de um prato. Agora, imagine um alimento sem o toque do sal. Provavelmente, você fez uma expressão de desagrado, algo como “eca, isso não tem gosto bom!”.
Essa reação pode ser comparada à nossa influência no mundo. Se não estivermos atuando como agentes de transformação, o mundo pode parecer “sem sabor”. Em Mateus 5:13, Jesus disse: “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.” Quando vivemos o Evangelho e oferecemos “sabor” ao mundo, nos tornamos o sal desta terra. Além de realçar o sabor, o sal também preserva os alimentos. Da mesma forma, um filho ou filha de Deus que vive plenamente o Evangelho torna-se um agente de preservação, servindo como exemplo em um mundo que, muitas vezes, parece estar sob influências negativas. São esses representantes de Deus na terra que fazem a diferença.
Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal.
Somos a luz do mundo:
No tempo de Jesus, a principal fonte de luz após o anoitecer vinha de lamparinas feitas de barro, que utilizavam azeite como combustível. Essas lamparinas eram simples, mas eficazes, e o azeite que as alimentava era considerado essencial para manter a luz acesa durante a noite.
A imagem da lamparina e do azeite é rica em significado espiritual. Assim como a lamparina precisa de azeite para produzir luz, os seguidores de Jesus são encorajados a serem “cheios” do Espírito de Deus para irradiar a luz do Messias no mundo. Sem o “azeite” do Espírito, nossa “luz” pode se apagar e nos tornamos ineficazes em nosso testemunho.
Jesus usou a imagem da luz em seus ensinamentos, dizendo: “Vocês são a luz do mundo. Uma cidade construída sobre um monte não pode ser escondida” (Mateus 5:14). Ele estava encorajando seus seguidores a brilhar brilhantemente, a viver de tal maneira que suas vidas iluminassem a escuridão ao seu redor, guiando outros em direção à verdade e ao amor de Deus.
Exemplo:
Fonte imagem:https://www.familia.com.br/colocando-azeite-em-sua-lampada-preparando-a-familia-para-o-senhor/
Alqueire, bolsas ou cestas de carga que se punham, atadas, sobre o dorso e pendente para ambos os lados dos animais usados para transporte de carga.
Era comum e amplamente reconhecido na época de Jesus. Ao usar essa imagem familiar, Jesus estava transmitindo uma mensagem poderosa sobre a natureza da fé e do testemunho.
Imagine acender uma lâmpada e, em vez de colocá-la em um lugar onde possa iluminar o ambiente, escondê-la sob um alqueire. A luz seria obstruída, seu propósito seria frustrado e a escuridão prevaleceria. Da mesma forma, Jesus estava dizendo que a fé e o amor de Deus em nós não devem ser escondidos ou suprimidos. Em vez disso, devem ser exibidos de forma que iluminem o mundo ao nosso redor, guiando outros em direção à verdade e ao amor de Deus.
A mensagem é clara: assim como a luz de uma lâmpada é mais eficaz quando colocada em um lugar proeminente, a luz de nossa fé é mais impactante quando vivida abertamente, refletindo o amor e a graça de Deus para todos verem.
Fonte imagem: Internet.
Agora ficou mais fácil entender quando devemos ser luz para o mundo. Viver o Evangelho é o mesmo que compartilhá-lo através de sua vida e seus exemplos. Não podemos deixar que nada ofusque o brilho que vem dos céus, a luz que vem de Deus sobre todo filho (a).
O cumprimento da Lei
Jesus não veio para abolir ou revogar a Lei, como alguns podem afirmar. Ele mesmo declarou em Mateus 5:17: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas”. Jesus reforça que, enquanto céu e terra existirem, nem um (Yod - יוֹד ou י) ou um traço serão retirados da Palavra Santa de Deus, pois tudo deve ser cumprido.
Ao invés deabolir, Jesus veio completar e cumprir a Lei. É interessante observar que a maneira como Jesus interpretava e vivia as Escrituras diferia da abordagem de muitos religiosos da época. Enquanto eles frequentemente viam os mandamentos como uma lista de regras a serem seguidas para alcançar a retidão, Jesus via a essência do amor de Deus em cada mandamento. Ele ensinou e viveu a Lei de uma maneira que revelava o coração amoroso de Deus, em vez de apenas uma série de obrigações religiosas.
Quais Leis então perderam sentido depois do sacrifício de Jesus?
Leis Sacrificiais e o Sacrifício de Jesus:
No Antigo Testamento, especialmente em Levítico, há uma série de leis detalhadas sobre como os sacrifícios de animais deveriam ser realizados. Esses sacrifícios eram uma parte central da adoração israelita e serviam como uma forma de expiação pelos pecados do povo. No entanto, esses sacrifícios precisavam ser repetidos continuamente, pois não tinham o poder de remover o pecado permanentemente.
Com a vinda de Jesus, essa dinâmica mudou. Ele é frequentemente referido no Novo Testamento como o “Cordeiro de Deus” (João 1:29), indicando que Seu sacrifício na cruz serviria como a expiação final e completa pelos pecados da humanidade. Como resultado, as leis sacrificiais do Antigo Testamento não são mais necessárias, pois o sacrifício perfeito já foi feito.
Em diversas passagens (Is 1:11-17; Sl 40:6-12 entre outras) vemos profetas falando sobre o que Deus prefere de nós, pecadores. Deus requer obediência de nós.
Hebreus e o Sacrifício de Jesus:
A carta aos Hebreus, especialmente o capítulo 10, expande profundamente essa ideia. O autor de Hebreus argumenta que, enquanto os sacrifícios de animais serviam como um lembrete temporário dos pecados, eles nunca poderiam purificar completamente a consciência do adorador. Jesus, por outro lado, ofereceu-se uma vez por todas, tornando obsoletos os sacrifícios repetidos.
O Desejo de Deus:
Há várias passagens no Antigo Testamento onde Deus expressa Seu desejo por obediência e um coração contrito em vez de sacrifícios rituais. Isso indica que, mesmo sob o sistema sacrificial, Deus estava mais interessado na condição do coração do que em rituais externos. O profeta Samuel ecoou esse sentimento quando disse: “Obedecer é melhor do que sacrificar” (1 Samuel 15:22).
A morte e ressurreição de Jesus trouxeram uma nova aliança entre Deus e a humanidade. Enquanto as leis sacrificiais do Antigo Testamento apontavam para a necessidade de expiação, o sacrifício de Jesus na cruz cumpriu essa necessidade de uma vez por todas.
Quantos mandamentos existem na Lei
613 Mandamentos:
Existem 613 mandamentos, ou “mitzvot”, encontrados na Torá. Muitos desses mandamentos são específicos para certas situações ou grupos de pessoas, como sacerdotes e sumo sacerdotes. É importante entender que nem todos são aplicáveis a todas as situações ou pessoas.
Os Dez Mandamentos:
Dentre os 613, os Dez Mandamentos se destacam por sua natureza universal. Eles formam a base moral e ética do judaísmo e do cristianismo. Além disso, os apóstolos, reconhecendo a integração dos gentios na comunidade de crentes, estabeleceram diretrizes adicionais em Atos 15. A lei é necessária para qualquer ambiente, é através dela que teremos bons modos e saberemos respeitar nosso próximo, há até um ditado: nosso direito termina quando começa o do outro. Filósofo inglês Herbert Spencer.
Halachá e a Tradição Farisaica:
Os fariseus, uma das principais seitas judaicas da época de Jesus, tinham uma série de regras de conduta conhecidas como “Halachá”. Estas não eram apenas derivadas da Torá escrita, mas também da Torá oral - tradições passadas de geração em geração. Eventualmente, muitas dessas tradições foram codificadas no Talmude. No entanto, Jesus criticou os fariseus por, às vezes, priorizarem essas tradições humanas em detrimento dos mandamentos divinos, tornando a religião um fardo pesado para o povo.
A crítica de Jesus aos fariseus não era sobre a observância da Lei em si, mas sobre a hipocrisia de impor pesados fardos religiosos ao povo enquanto negligenciavam os aspectos mais profundos da Lei, como justiça, misericórdia e fé. Ele enfatizou que a verdadeira aproximação a Deus é uma questão de coração e fé, e não apenas de observância externa.
A Lei é Boa:
Sim, as Leis de Deus são essenciais para guiar nossa vida. Elas servem como um termômetro para a humanidade, mostrando-nos se estamos no caminho certo. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, reitera a santidade e a justiça da Lei, afirmando em Romanos 7:12 que “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.”
A Importância de Observar a Lei:
Jesus enfatizou a importância de observar e ensinar os mandamentos em Mateus 5:19. Se Ele, sendo o Filho de Deus, valorizava a Lei, quem somos nós para descartá-la? No entanto, é crucial entender que, enquanto algumas leis cerimoniais podem ter sido específicas para o contexto cultural e temporal do Antigo Testamento, os princípios morais e éticos da Lei permanecem eternamente relevantes.
Aquele, portando, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse chamado grande no Reino dos Céus. Mt 5: 19.
Sábado vs. Domingo:
A questão do sábado e do domingo é um exemplo de como as interpretações da Lei podem variar. Enquanto o sábado foi estabelecido por Deus como um dia de descanso e adoração no Antigo Testamento muito antes da própria Lei em tábuas, muitos cristãos passaram a observar o domingo como o principal dia de adoração, em memória da ressurreição de Jesus, que ocorreu no primeiro dia da semana. No entanto, é vital que as tradições e interpretações humanas não obscureçam ou invalidem a verdadeira intenção da Palavra de Deus. Assim como os fariseus foram criticados por Jesus por suas tradições que anulavam a Lei, devemos ter cuidado para não fazer o mesmo.
Observações:
Jesus e a Lei no Contexto Judaico:
No primeiro século da era comum, o judaísmo estava profundamente enraizado na observância da Torá (instruções). Os fariseus, em particular, eram conhecidos por sua rigorosa aderência à Lei e às tradições orais que a acompanhavam. Eles acreditavam que a estrita observância da Lei era o caminho para a retidão e a aprovação de Deus.
Jesus e a Essência da Lei:
Enquanto Jesus nunca negou a importância da Lei, Ele frequentemente enfatizava o espírito e a intenção por trás dela, em vez de uma observância literal e rígida. Por exemplo, no Sermão da Montanha, Jesus disse: “Ouvistes que foi dito… mas eu vos digo…” (Mateus 5:21-48). Aqui, Ele não estava anulando a Lei, mas aprofundando seu significado, mostrando que a retidão de Deus vai além da mera observância externa e se estende às atitudes e intenções do coração.
Confrontos com os Religiosos:
Jesus frequentemente entrava em conflito com os fariseus e outros líderes religiosos sobre questões da Lei. Um exemplo notável é a questão do sábado. Enquanto os fariseus tinham regras rigorosas sobre o que poderia e não poderia ser feito no sábado, Jesus curou os doentes e realizou outras ações que os fariseus consideravam trabalho. Ele defendeu suas ações dizendo: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Para Jesus, o bem-estar humano e a compaixão tinham precedência sobre a observância estrita das regras.
Amor e Justiça:
Jesus resumiu toda a Lei em dois mandamentos: amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a si mesmo (Mateus 22:37-40). Ele viu a essência da Lei como amor e justiça, em vez de mera conformidade ritual. Isso contrastava fortemente com a abordagem dos líderes religiosos da época, que frequentemente se concentravam mais na forma do que na substância.
Conclusão:
No contexto judaico do primeiro século, Jesus apresentou uma abordagem revolucionária à Lei. Enquanto nunca desconsiderou sua importância, Ele a redefiniu, focando no coração e na intenção por detrás dela. Ele desafiou as tradições e interpretações rígidas dos líderes religiosos, enfatizando o amor, a justiça e a compaixão como os verdadeiros pilares da Lei de Deus.
Entendimento Verso 21 ao 22· fernando rabello
A nova justiça é superior à antiga
Em Mateus 5:20, Jesus nos desafia a ultrapassar a justiça superficial dos escribas e fariseus. Estes, embora meticulosos em suas práticas religiosas externas, como o dízimo de ervas (Mt 23:23), muitas vezes negligenciavam a verdadeira essência da Lei: justiça, misericórdia e fé.
Os fariseus eram obcecados pela aparência externa de piedade, mas Jesus nos chama a uma justiça que começa no coração. É no coração que nossos verdadeiros desejos e motivações residem, e é de lá que procedem nossas ações. Jesus não estava desvalorizando a justiça externa, mas enfatizando que ela deve ser o resultado natural de uma justiça interna. Nossas ações são os resultados de nossas crenças e valores. Uma coisa complementará a outra, nossas ações devem representar a justiça divina e nela deve transbordar amor para com nosso próximo, pois se não tiver amor, nada será reaproveitado em nós, sabe porquê?
A verdadeira justiça, como ensinada por Jesus, é uma combinação de retidão interna e externa. Ela não é apenas uma questão de ações, mas também de motivação. Enquanto estivermos mais preocupados com a aprovação dos homens do que com a aprovação de Deus, estaremos perdendo o verdadeiro significado da justiça.
Ao longo de Seu ministério, Jesus frequentemente desafiou e expandiu a compreensão tradicional da Lei, oferecendo uma interpretação mais profunda e centrada no coração. Ele não apenas reiterou os mandamentos, mas também os aprofundou, revelando a intenção divina por trás deles.
Por exemplo, enquanto a Lei proibia o assassinato, Jesus ensinou que até mesmo a raiva sem causa contra um irmão era equivalente ao assassinato em termos de justiça divina (Mt 5:21-22). Da mesma forma, enquanto a Lei proibia o adultério, Jesus ensinou que até mesmo olhar para outra pessoa com desejo já era cometer adultério no coração (Mt 5:27-28).
Essas interpretações não eram meramente rígidas ou legalistas; elas apontavam para a essência da Lei: a condição do coração humano. Jesus estava menos preocupado com a observância externa e mais com a transformação interna. Ele desejava que as pessoas compreendessem que a verdadeira justiça divina vai além da mera conformidade com regras e regulamentos.
Os fariseus, por outro lado, muitas vezes se concentravam na letra da Lei, negligenciando seu espírito. Eles se orgulhavam de sua retidão externa, mas Jesus os criticou por negligenciar as “coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé” (Mt 23:23).
Em resumo, Jesus ensinou que a justiça divina não é apenas sobre o que fazemos, mas por que e como fazemos. Ela é tanto sobre a condição do nosso coração quanto sobre nossas ações. E, ao viver de acordo com essa justiça, nos aproximamos mais do coração de Deus e refletimos Seu amor e misericórdia ao mundo.
Observações:
Renegado: A acusação de ser um “renegado” ou “apóstata” era uma das mais graves na cultura judaica. Renegar a fé era visto como uma traição não apenas a Deus, mas também à comunidade. Jesus, ao usar este termo, estava destacando a gravidade de julgar e condenar os outros, especialmente quando se trata de sua fé e crenças.
Geena de Fogo: A referência à “geena de fogo” carrega consigo imagens de julgamento, rejeição e impureza. Era um lugar associado ao pior tipo de profanação e impureza. Ao usar esta imagem, Jesus estava enfatizando as consequências eternas de julgar e condenar os outros.
O ensino central aqui é a importância de não julgar ou condenar os outros com base em sua fé ou práticas religiosas. Em vez disso, Jesus nos chama a uma fé genuína, que se manifesta em amor, misericórdia e compreensão. Ele nos desafia a olhar além das aparências externas e a ver o coração das pessoas.
Em resumo, Jesus está nos chamando a uma transformação interna, onde priorizamos o amor e a compreensão sobre o julgamento e a condenação. Ele nos lembra que, no final, todos nós seremos julgados pelo padrão com que julgamos os outros. Portanto, é imperativo que vivamos com graça, misericórdia e amor.
Entendimento versos 23 ao 26· fernando rabello
Jesus nos ensina algo muito valioso sobre o perdão, reconciliação e religiosidade:
Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. 1° João 3:15.
Entendimento versos 27 ao 48· fernando rabello
Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério:
Aquele (a) que rejeitar (separar) de sua mulher ou marido , dê lhe uma carta de divórcio:
Ouvistes também que foi dito: Não jurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor (Ex 20:7):
Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Jesus faz uma referência a lei do ⁵talião:
Ouvistes o que dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo⁶:
No próximo capítulo vamos aprender a orar. Lembre-se que para sermos chamados filhos de Deus, devemos exercer essas instruções. Sei que não são fáceis de reproduzi-las, mas busque a Deus insistentemente.
Notas de rodapé:
¹ Dicionário da Bíblia - Eerdmans
² Dicionário Vini
³- Dicionário - Definições de Oxford Languages.
⁴ - Dicionario Eerdmans
⁵ - A Lei do Talião, “olho por olho, dente por dente”, é uma antiga prática jurídica que buscava estabelecer uma justiça proporcional, garantindo que a punição fosse equivalente ao crime. Ela é mencionada em várias culturas antigas e está presente no Antigo Testamento, especificamente em Êxodo 21:24, Levítico 24:20 e Deuteronômio 19:21.
⁶ - 1° parte do mandamento: Amarás o teu próximo. 2° parte do mandamento: odiarás o teu inimigo. Essa segunda parte não é encontrada na Lei de Deus. Porque a única coisa que Deus quer que odiemos, é o mal e o pecado. O original em Aramaico é equivalente: “Tu não tens obrigações de amar o teu inimigo”. Bíblia Jerusalém.
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