Mateus Capítulo 20 - Estudo Bíblico
Mateus

Mateus Capítulo 20 - Estudo Bíblico

Porque o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Ele percorreu a cidade em busca de trabalhadores e, às 08 h da manhã, acordou pagar um denário a cada um que encontrou.

02 de dezembro de 2023 3 min de leitura Por Fernando Rabello
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Objetivos do estudo

Evangelho de Mateus

Compreender a Bíblia no contexto original judaico.

Capítulo 20

Entendimento dos versos 1 ao 16 · fernando rabello

Porque o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Ele percorreu a cidade em busca de trabalhadores e, às 08h da manhã, acordou pagar um denário a cada um que encontrou. Estes foram para a vinha e começaram o trabalho às 08h. Mais tarde, o pai de família encontrou outros homens e, às 11h, combinou o mesmo pagamento para o dia de trabalho. E assim continuou até às 18h da tarde.

Alguns trabalhadores começaram às 08h e outros às 18h, concluindo o trabalho ao anoitecer. Quando chegou a hora de pagar, o pai de família começou pelos últimos contratados, pagando a cada um o denário combinado. Os que começaram mais cedo, pensando que receberiam mais, ficaram surpresos ao receberem o mesmo valor. Eles murmuraram uns aos outros contra o pai de família, dizendo: “Igualaste estes últimos a nós que chegamos primeiro.” O pai de família respondeu que não foi injusto, pois pagou conforme o combinado. Ele honrou o pagamento acordado e pagou aos outros como quis.

E assim será quando chegar a hora de retribuir aos trabalhadores do Reino: os últimos serão os primeiros e os primeiros, os últimos. Esta parábola responde ao que Pedro queria ouvir de Jesus e também a nós, que trabalhamos na vinha de Deus. Se Deus prometeu a nós a recompensa da vida eterna, não nos cabe exigir mais do que o acordado. Isso serve de alerta àqueles que pensam em obter mais recompensas do que outros, pois o Reino dos Céus não se baseia em comida, bebida, dinheiro ou glamour. Alguns já estão salvos e outros ainda serão salvos, mesmo que seja no último suspiro de vida.

Terceiro anúncio de sua morte

Entendimento dos versos 17 ao 28 · fernando rabello

Jesus, mais uma vez, falou aos seus discípulos sobre sua iminente morte e ressurreição. Ele revelou que seria entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas, que o condenariam à morte e o entregariam aos gentios. Lá, seria humilhado, açoitado e crucificado. No entanto, ressaltou que ao terceiro dia ressuscitaria. Jesus enfatizou que a hora de sua redenção estava próxima, mas que ela viria ao custo de sua própria vida, a vida de um justo.

Durante este período, a mãe de Tiago e João, discípulos de Jesus, fez um pedido a Ele: que seus filhos se sentassem, um à sua direita e outro à sua esquerda, em Seu Reino. Jesus respondeu que ela não compreendia o que estava pedindo. Havia um preço a pagar para tal honra, o preço de beber do cálice do sofrimento. Embora ela afirmasse que seus filhos estavam prontos para isso, a realidade era mais complexa. Tiago acabaria sendo morto por Agripa em 44 d.C., enquanto o destino de João permanecia incerto. Jesus esclareceu que não cabia a Ele conceder tal pedido, pois tal destino era determinado por Deus.

Quando os outros discípulos souberam do pedido feito pela mãe de Tiago e João, indignaram-se com os dois irmãos. Jesus, então, reuniu-os e ensinou uma lição importante: diferentemente dos governantes das nações, que dominam e tiranizam, entre os Seus discípulos e a nós, seus servos, deveria prevalecer o serviço em prol do Reino e a humildade. Aquele que desejasse ser grande entre eles deveria ser servidor, e quem quisesse ser o primeiro, deveria ser servo de todos. Ele reiterou que o Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar Sua vida como resgate por muitos.

Os dois cegos de Jerico

Entendimento dos versos 29 ao 34 · fernando rabello

Ao saírem de Jericó, Jesus e seus discípulos eram seguidos por uma grande multidão. Nesse momento, dois cegos, ao ouvirem que Jesus estava passando, começaram a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de nós!” Embora a multidão tentasse repreendê-los, Jesus interveio e perguntou o que desejavam. Eles responderam que queriam recuperar a visão.

Movido por compaixão, Jesus tocou os olhos dos dois cegos. Milagrosamente, eles recuperaram a visão imediatamente. Após receberem esse milagre, os dois cegos passaram a seguir Jesus, unindo-se à multidão que o acompanhava.

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